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Como se preparar para sermos pais e controlar o imprevisível?

Oi pessoal! Sou a Isa Ribeiro do Na Nossa Vida. Terei um espaço aqui para trocarmos aventuras, aprendizados e dicas nessa fase tão intensa que é gestar uma vida. Você também pode conferir mais lá YouTube e no  Instagram

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Difícil escolher o que amo mais nessa foto: Lucy não vê a hora de ter mais alguém na zoeira, esse varal de folhas maravilhoso da @pimpolhobabyjoinville que tem no @elo7bebe oooou Ringo já com frio na barriga de tantos imprevistos incontroláveis pra lidar que a vida vai nos oferecer 😆💞 Acabou de sair no canal vídeo sobre os 7 meses de gestação e a ESTREIA da nossa seria super especial “ E agora que somos pais?!” Conversamos um pouco da preparação sem tanta ilusão do controle e muitas fofurices pra também equilibrar um pouquinho esse vulcão 🥰 mais alguém nessa fase? Quantas semanas por aí? 👶 link para o vídeo: https://youtu.be/lJSUzNzpul8 #nanossavidinha #eagoraquesomospais . . #parceirosnnv @elo7bebe 💝

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Então, eis que no sétimo mês me vi grávida, muito grávida, grávida com todas as letras, sensações, chutes, dores, pensamentos e clichês: Grávida. 

Abri o meu armário, que já é bem reduzido ao que utilizo mesmo, nenhuma calça serve. Pelo menos existe o extensor de calça que salva. A minha movimentação está mais lenta, e abaixar em caso de último dos últimos casos. Uma maçã rolou para debaixo do armário e ali ficou, ali eu a esqueci e ali o Fabinho a encontrou. 

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De uns anos pra cá eu vinha tentando me encaixar em uma caixinha, um cargo, pra quem sabe simplificar a pergunta “o que você faz? Isso é trabalho?” Perguntas que geralmente eu respondo com “você tem tempo? pois conta boa parte da minha história”. Sempre fui arteira. Me envolvi em todo tipo de arte pra quem sabe conseguir comunicar 5% do que sentia. Ballet, teatro, pintura em tela, música, versos, foto.. fazendo sem saber como fazer mas fazendo, eu precisava. Quando fotografava ensaios pessoais ficou mais cômodo. Me colocava em uma palavra, uma função e com o tempo fui me reconhecendo em outras. Ironicamente, hoje fotógrafo muito mais que naquela época, mas não no mesmo formato. E meus últimos anos se resumiram a isso: reciclar e me redescobrir em novos formatos. Não sair, mas rasgar essa caixinha e criar uma nova. Fui aceitando que sou um pouco de tudo isso. E tudo bem. E aquela questão “escolhe uma coisa pra ser quando crescer”, não cabe em uma linha. Ninguém cabe. Somos movimento. Hoje faço um pouco de tudo – e tanto. Se me falassem 10 anos atrás as funções que tenho hoje, eu não ia acreditar. Me perguntam se da pra “viver de internet”, depende do quanto você considera que precisa, do quanto você está disposto a fazer e ser fiel a você mesmo. Depende de quantos nãos você dirá pra algo que não te faz sentido, de quanto se dedicará para testar, errar, reaprender e insistir no que você é e no que quer compartilhar. Pois tentarão te fazer não só voltar pra caixinha, mas entrar em infinitas outras. Sempre depende mais desse último. A escola da vida conta. Valorize sua trajetória, tudo se conecta. Até a minha, que vendi roupa em salão de blz, ajudei uma estilista, fui assistente no teatro e depois trabalhei em uma multinacional com processamento de dados, hoje aprendi a costurar um sentido nesse auê tudo. Afinal, recontamos a nossa história diariamente. Sou Isadora e cabe muita vida e reviravolta muito ainda além dessa bio (que eu tive que inventar e criar um movimento pra poder falar inteiramente por mim). Viva, faça e aproveite seus movimentos! 💫 #NadaAlémdoSimples

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A casa já precisa estar mais adaptada em todos os sentidos. O kit higiene já tem seu espaço dentro do armário, a decoração já começa a ficar mais fofa cheia de almofadas de cactos, folhas e nuvens, mas a real adaptação está em nós:  Fábio está mais na função de arrumar, limpar e etc, e estamos começando a entender o novo rendimento no trabalho, produzir já não é da mesma forma.

Estamos no último trimestre. E tudo isso e mais um monte de pequenas grandes coisas que têm acontecido aqui dentro e na nossa vida me faz pensar que a teoria pode preparar o território, mas só conseguimos ter noção quando estamos vivendo à nossa maneira.

Então, afinal de contas, será que é possível nos prepararmos para sermos pais? É possível nos prepararmos para o imprevisível? 

E o que podemos fazer para vivermos estes momentos da forma mais leve o possível? Bom, por aqui estamos:

Buscando o que é essencial para nós – Buscando o nosso parentar

O autoconhecimento da mãe e do pai, e juntos como pais, é extremamente importante para saber o que é essencial no momento de criar a sua própria forma de parentar. 

Respeitando a si mesmo

Quais são os nossos limites? Quando nos respeitamos acima de tudo temos o protagonismo na nossa vida.

Tentando deixar pendências ajeitadas

Documentações, trabalho, coisas burocráticas, tudo que for possível adiantar. Deixar os últimos meses mais livres para viver este momento e viver esta transição.

Mas, ainda assim, será que essas ações são suficientes para nos deixar mais tranquilos para sermos pais? Então, sabe o momento perfeito, o jeito correto ou a receita mágica? Não existe!

A vida é aquele dedo na quina. Às vezes a quina é menor e você bate com menos força, às vezes você dá uma bica que quase quebra o dedo, às vezes você esbarra e nem sente. 

E agora que somos pais, o que importa é continuarmos dispostos a desvendar esse universo cheio de frios na barriga. Vamos nessa? 

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Isa Ribeiro
Uma mulher ex-especialista de sistemas, hoje fotógrafa, escritora, life Coach pós graduando em Psicologia Positiva, podcaster e youtuber. Casei com o meu melhor amigo barbudo, gaúcho do interior e produtor musical chamado Fábio, que quase não dá bola pra essa coisa internética e vive de chinelo no pé.

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