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Perguntas e respostas sobre: E Agora Que Somos Pais?

Geralmente a gente pega um tema e conversa aqui com vocês, mas dessa vez vamos responder as perguntas que nos enviaram pelo Instagram, então tem um pouco de tudo. 

Bora lá!?

E agora que somos pais?

– Como fica a relação casal pós-bebê?

O que você espera de um casal? Acho que é essa a pergunta que precisamos sempre nos fazer. Por aqui nós construímos nossa relação pautada em várias coisas, não somente em ter encontros em restaurantes e viagens… A gente se diverte resolvendo problema junto, já passamos por muito perengues, então pra nós não mudou algo de casal, mudou a rotina. 

Não é pior nem melhor, é diferente.

A vida com bebê é um grande resolver perrengues diariamente. Muda a relação íntima, não é possível planejar mais muita coisa. Tudo deve ser banhado na flexibilidade.

Quando as pessoas estão 100% envolvidas na rotina de bebê, quando todas as partes estão entendendo o que está acontecendo e vivendo aquilo, há empatia, troca e entendimento conjunto da fase do casal.

– Como está sendo equilibrar trabalho, Levi e o emocional para vocês nesse cenário mundial?

É uma ilusão achar que a gente vai fazer tudo perfeitamente, a gente tá equilibrando pratinhos.

A gente não está com rede de apoio, meus pais vieram alguns dias atrás e nós ficamos até chocados de ver como é ter pessoas ajudando, nosso dia rendeu muito! 

A família do Fabio ainda não conhece o Levi pessoalmente, pois eles são do Sul. Então são coisas que eram totalmente contrárias ao que nós esperávamos nessa fase, o que faz emocional às vezes abalar, mas tentamos seguir a vida da melhor forma, pois não podemos esquecer que este é o início da vida dele e precisamos estar entregues a isso.

A parte de conciliar trabalho é uma ótima pergunta hahaha A gente se divide por prioridades, tem dia que eu faço muitas coisas no intervalo da soneca do Levi na manhã enquanto o Fabio descansa porque ele fica mais na madrugada com ele, aí quando o Fabio tem reunião eu assumo, mas a gente vai tentando se encaixar… nós temos de quatro a cinco horas livres no dia pra viver, arrumar a casa, cuidar dos cachorros, cuidar da gente, casal, trabalho… tudo!

Agora eu preciso deixar pequenas coisas pra fazer pontualmente no dia e sempre alongar os prazos de entrega de trabalho para conseguir dar conta.

Chalkboard lindezo da loja  Tuttiarte e Parede Criativa

– Qual o principal legado que vocês querem deixar para o Levituco?

Espero que ele seja uma pessoa respeitosa, um cara legal e muito feliz sendo quem ele é.

Que a gente consiga dar esse exemplo pra que ele chegue no final da vida, veja o que plantou e pense: eu fui um cara bom pro mundo.

– O que foi mais impactante entre expectativa x realidade até agora no teu maternar?

A amamentação! Eu sabia das dificuldades, mas não tinha noção da disponibilidade que eu teria que ter pra fazer livre demanda. Eu tinha várias expectativas pra esse ano, mas agora a única, real, é conseguir amamentar o Levi.

Eu não sabia que eu precisaria me desprender tanto da minha liberdade e das minhas escolhas pra fazer isso. Mas ao mesmo tempo é extremamente gratificante ver o quanto ele está feliz, saudável e bem.

– Vai rolar um irmãozinho pro Levi? Como anda a vida íntima pós baby?

Se depender do Fabio vai ser galerinha haha mas ele sempre coloca a decisão pra mim, porque o esforço físico maior é meu.

– Qual o momento certo pra ter filho?

Não existe momento certo (clichê), mas uma coisa que entendi é que tem que ter disposição. Tem que querer muito e estar disposto a abrir mão. A gente tem que se acostumar a não se acostumar com a rotina com um bebê porque eles mudam muito rápido.

– Vocês já conseguiram criar uma rotina?

A gente respeita muito os tempos do Levi e isso facilita na hora de “prever” as necessidades dele. Mas num geral o dia todo é: acorda, mama, troca fralda, atividade e cochilo.

– Como está o sono do Levi?

Tudo é pensando no horário do sono dele, a gente fica bem de olho nos sinais que ele vai dando, sabe? Por exemplo perder a atenção nas coisas e começar a olhar pro nada, ficar coçando o olhinho…

Pesquisem sobre “Janela de sono” não dá pra levar muito ao pé da letra porque cada bebê é um universo, mas ela explica o quanto de tempo o bebê consegue ficar acordado, sem se stressar, em cada faixa etária.

O sono da manhã é tão importante quanto o sono da noite. Quando ele começa a dar os sinais de sono a gente já coloca um sonzinho pra ele ir acalmando, põe no carrinho ou no colo. O Levi dorme em qualquer lugar! No começo ele dormia bastante no colo, mas hoje ele tem dormido no quartinho dele super bem. A nossa rotina é inteira baseada em torno do sono do Levi. 

– O Levi já fez vocês morrerem de rir de alguma coisa?

O tempo inteiro! Mas tem uma específico que é até difícil explicar: teve uma vez que o Fabio estava dando banho e colocou ele de barriga pra baixo pra limpar as costa e quando ele virou o Levi empinou a cabeça e deu um arroto que parecia um barulho de pato hahahaha ficamos rindo horas disso.

– Como vocês lidam com os pitacos de familiares/ amigos sobre cuidar do Levi?

A gente não está tendo muito porque não estamos vendo muito as pessoas, mas principalmente porque o nosso posicionamento é esse, nós não damos pitacos na vida dos outros e muito menos na do filho dos outros.

Cada família faz suas escolhas, cada pai e mãe faz o seu melhor. Nossos amigos são extremamente respeitosos com isso, ninguém fica impondo jeito de pensar, todos eles têm essa postura de: vocês sabem o que é melhor pro filho de vocês… E os nossos pais também. 

O importante é o diálogo, sem impor nada. Isso faz com que a gente se sinta até mais a vontade para perguntar. A gente já pegou muitas vezes os nossos pais refletindo em cima de coisas que a gente falou ou faz, então acaba virando uma troca.

– Vocês ainda conseguem manter a individualidade mesmo após serem pais? Como ficam os autocuidados?

Tenho conseguido fazer uma corridinha pra manter a sanidade, nada comparado a antes, mas estou fazendo. Hoje eu preciso escolher o que eu quero fazer nos momentos do dia, se antes eu acordava, tomava meu café da manhã, fazia meus exercícios, lia, escrevia um texto, via redes sociais… Hoje preciso selecionar mais.

Muda bastante e tem muito a ver com o momento que estamos tendo agora com ele pequeno, sem nenhuma rede de apoio…

– A vida com Levi é como vocês planejaram? Se não, o que mudou?

A gente não imaginava muito diferente do que está sendo. Os cuidados com ele estão bem dentro do que a gente imaginava, mas eu subestimei a quantidade de coisa que eu fazia. 

Vejo agora que eu poderia ter me organizado um pouco melhor na questão de trabalho.Tem coisas que são mais fáceis do que a gente pensava e outras que são mais difíceis. 

A questão de não romantizar a maternidade/ paternidade não faz ficar mais fácil, mas deixa a gente mais consciente e respeitoso com o nosso momento e com outras pessoas que estão vivendo essa fase.

A gente tá aprendendo muito nessa fase e estamos nos permitindo a viver esses aprendizados também sem achar que precisamos saber exatamente tudo (até porque, isso não existe). 

Isa Ribeiro
Uma mulher ex-especialista de sistemas, hoje fotógrafa, escritora, life Coach pós graduando em Psicologia Positiva, podcaster e youtuber. Casei com o meu melhor amigo barbudo, gaúcho do interior e produtor musical chamado Fábio, que quase não dá bola pra essa coisa internética e vive de chinelo no pé.

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2 comentários

  1. Olimpia Rosa

    Ter filhos é maravilhoso, mesmo torcendo e retorcendo as nossas vidas.
    Agora, existe uma fase mágica, o ser avó!
    Ninguém consegue imaginar que aquele serzinho, onde contém a sua carga genética, vai roubar totalmente o seu coração.
    Ser avó é ter certeza que faz parte do universo e o quanto somos eternos e infinitos.
    Que venham netos… Muitosssssss netossssss!
    ;-)
    Olimpia Rosa

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