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Lidando com mamães consumidoras, por Cris Rufino

Para quem acompanha o mercado de artesanato brasileiro já deve ter percebido como o público infantil é um dos maiores alvos deste mercado, as negociações/vendas são feitas com os responsáveis pelos pimpolhos, na maioria das vezes as mamães que querem o melhor para seus filhos, seja em vestuário, decoração, festas, dia a dia e por aí vai.

E como lidar com um público tão particular? Cada mamãe quer algo especial e único para seu filho, o que torna o trabalho para este público algo ainda mais personalizado e único. Nesse texto abordarei minha visão de como trabalhar com esse público e embasada na experiência que tenho comercializando com mamães. Vale ressaltar que nada aqui é regra, vai do produto que cada um trabalha, mas creio que muito pode ser aplicado para vários segmentos.No mercado em geral já ouvi muitos vendedores, atendentes e empresários dizerem que é muito difícil lidar com mães, são exigentes, questionam demais, querem acompanhar minuciosamente o processo da venda, enfim, são mais contestadoras que outros públicos. Mas vamos pensar um pouco diferente? Por que será que questionam tanto? Para entender e atendê-las melhor vamos discutir alguns tópicos:

São dois clientes: a mamãe e a criança/bebê

Atente-se para a beleza do produto e principalmente para o conforto. Os pequenos são clientes exigentes e não fazem esforço algum para vestir/usar algo de que não gostem ou os incomode. Mamães experientes podem até lhe ajudar nesse quesito, seja com dicas ou levantando dúvidas do produto. Anote tudo pois as dúvidas podem ser as mesmas. Caso haja muitas dúvidas iguais, será que não é o caso de acrescentar a resposta na descrição do produto? Mas atenção, não adianta você explicar a qualidade do produto informando o nome/marca da matéria prima pois a maioria dos consumidores não conhece os materiais utilizados para fazer artesanato. Pesquise muito sobre o material e utilize palavras menos técnicas possíveis para descrever a qualidade de seu trabalho e dos produtos.

Aspectos culturais

Serei breve nesse quesito pois depende muito do bom senso de cada um, mas em resumo: cada mãe tem um histórico cultural/religioso que vai levá-la a negociar e escolher produtos de uma maneira diferente. O correto para o vendedor é adotar uma posição imparcial, principalmente se o vendedor tem preferências distintas que o consumidor e se colocar no lugar do cliente, sempre buscando atender às expectativas dele. E aqui tenho mais uma dica: sabia que muitas mamães buscam peças em vermelho para usar em seus recém nascidos? Acredita-se que o vermelho espanta inveja e mal olhado.

Questões de higiene e saúde

Parece batido esse quesito, mas estamos lidando com bebês e crianças, certo? Portanto atenção redobrada, como estou aqui compartilhando minhas experiências posso dar meu exemplo: tive conjuntivite quando estava com várias peças para tricotar, avisei as mamães o que estava acontecendo e que o prazo se estenderia por X dias. Todas entenderam e concordaram em esperar um prazo maior para receber os produtos. E a pergunta é, precisa disso tudo? A meu ver sim, no meu caso faria o mesmo para adultos também, mas aqui estamos lidando com crianças e bebês que são frágeis e merecem cuidado redobrado de nossa parte. A mamãe está confiando em nós, na nossa imagem virtual e na nossa palavra.

Embalagem e segurança do produto

Muito se fala da beleza da embalagem. Claro que uma embalagem bonita faz toda diferença, e no nosso caso também é muito importante se preocupar com a segurança desde o pacote até o possível brinde que acompanhará os produtos. Muito cuidado com plásticos, objetos pontiagudos, papéis, sachês. Bebês colocam tudo na boca e crianças tentam “desmontar” as peças e o que é lindo e fofinho pode se tornar nocivo. E a minha sugestão é enviar um email ou mensagem avisando o que vai na caixa e já alerto sobre um saquinho ou uma pecinha que acho que possam criar algum contratempo. Na cartinha manuscrita que envio também alerto sobre o que há dentro da caixa, pois a pessoa que abrir a caixinha pode ser diferente da pessoa que comprou os produtos. Você achou que todo esse cuidado é demais? Não se esqueça nunca que estamos lidando com os filhos dos clientes, então precisamos nos precaver sempre.

Quanta coisa, não é? E se pararmos para pensar vai ter muito mais, cada detalhe, cada experiência vai nos lapidando e nos deixando mais atentos no cuidado com cada venda. Mas a essência de trabalhar com esse público é o amor, pelo que se faz e pelo público alvo. Gostar de criança e de coisas de criança é essencial, a paciência sempre vai imperar em nosso trabalho. E posso dizer que me encontrei nele, o retorno das mamães, seja em fotos ou palavras é maravilhoso. Elas têm muito carinho e algumas se tornam grandes aliadas em meu trabalho.

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6 comentários

  1. Poliana Prates

    Ótimo texto!! Apesar de não produzir peças infantis, concordo plenamente com a Cris Rufino! Sei do carinho que ela tem ao produzir as peças!

    Parabéns Cris e Elo7 pela publicação!

  2. Poliana Prates

    Ótimo texto!! Apesar de não produzir peças infantis, concordo plenamente com a Cris Rufino! Sei do carinho que ela tem ao produzir as peças!

    Parabéns Cris e Elo7 pela publicação!

  3. Poliana Prates

    Ótimo texto!! Apesar de não produzir peças infantis, concordo plenamente com a Cris Rufino! Sei do carinho que ela tem ao produzir as peças!

    Parabéns Cris e Elo7 pela publicação!

  4. Cristiane Rufino

    Obrigada pela oportunidade pessoal, adorei dividir um pouco do pouco que sei, espero ansiosa pelos próximos colegas que postarão aqui..
    bjs
    cris

  5. Cristiane Rufino

    Obrigada pela oportunidade pessoal, adorei dividir um pouco do pouco que sei, espero ansiosa pelos próximos colegas que postarão aqui..
    bjs
    cris

  6. Cristiane Rufino

    Obrigada pela oportunidade pessoal, adorei dividir um pouco do pouco que sei, espero ansiosa pelos próximos colegas que postarão aqui..
    bjs
    cris