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Você tem um negócio ou hobby?

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A maioria dos artesãos que conheço possuem uma história bem parecida. De alguma forma descobriram o artesanato, seja através de indicação médica, através de uma revista ou blog, por indicação de amigos, por influência da mãe, da tia ou da avó ou até mesmo por curiosidade. Quando começam a fazer as primeiras peças, nasce um sentimento especial pela atividade, que logo se transforma em paixão, e com a paixão vem a dedicação, o carinho e o desejo de sempre fazer mais. Surge ao redor interesse e elogios sobre cada peça. Até que um belo dia, alguém pergunta: “Quanto você cobra, para fazer para mim?”

Nesse momento, quando “entra” um dinheiro, o artesão começa a ponderar sobre o artesanato como uma profissão e até a considerar a possibilidade de um negócio. Logicamente, nem todo o artesão considera a atividade como profissão ou negócio, o que não está errado. Mas, chega um momento em que é necessário fazer a escolha: negócio ou hobby?

Existe diferença?

Como já disse o artesanato, pode ser considerado um hobby e não existe nada de errado nisso (se você optou pelo hobby, não deixe de ler o alerta que escrevi no final desse post). O problema é quando existe uma confusão e o artesão não sabe se tem um hobby ou um negócio.

Em um hobby, a ênfase está, somente, na satisfação que ela proporciona a você, mesmo, que para isso, você gaste tempo e dinheiro. Já um negócio, a ênfase está na lucratividade que essa atividade traz para você, ou seja:

● Hobby: você gasta dinheiro

● Negócio: você ganha dinheiro

É bem diferente, não é? Mas, então, como conciliar essa situação?

O engano

Um grande problema que temos inconscientemente, talvez imposto por outras culturas e contextos sociais, é  achar que o trabalho profissional é uma atividade de sofrimento, de muita luta e dificuldade, onde temos que esperar ansiosamente pelo final de semana e odiar a segunda feira. Logo, se você tem prazer e gosta do que faz, não deve ser renumerado por isso, pois o trabalho não pode ser uma atividade prazerosa. Será? Claro que não, isso é um engano. Quem disse que não podemos ser renumerados(e bem) por fazer aquilo que temos prazer? Aliás, o segredo da excelência em um trabalho é a paixão em fazê-lo. Pergunte isso para qualquer empreendedor bem sucedido. Portanto, o artesão é um privilegiado, pois pode escolher desenvolver sua atividade profissional a partir de seu hobby, trabalhar com aquilo que lhe dá prazer em fazer e ser renumerado por isso.

Estou preparada para ter um negócio?

Mas será que estou preparado para empreender e transformar meu hobby em negócio?

Acredito, que a maioria dos artesão se encaixam nas seguintes situações:

1. Tenho uma outra atividade profissional, que é minha renda principal, e o artesanato complementa minha renda. Nesse caso, você deve fazer um planejamento a médio e longo prazo visando equilibrar suas finanças e alinhar com o seus ganhos de artesanato. Ou seja, um plano transformar sua renda secundária (artesanato) em principal.

2. Não tenho outra atividade profissional e posso me dedicar inteiramente ao artesanato. O que está esperando, então? Estabeleça uma meta, um objetivo e dê o primeiro passo em direção a ele. É muito comum, nessa caso, a perda de foco. Lembre-se que você deve estar focado em seus objetivos, metas e sonhos.

Para ambas situações, é importante avaliar alguns pontos:

● Qual o seu objetivo daqui a 3, 5, 10 anos? Você se vê como um profissional de artesanato?

● Você possui capacitação para gerir um negócio? Se não, procure se capacitar.

● Quais as estratégias vender divulgar seus produtos? Loja virtual, redes sociais, email, parcerias em sua cidade, feiras, etc

● Precisa algum conhecimento especifico para desenvolver o negócio? Se sim, busque esse conhecimento.

● Quais os custos para manter seu negócio?

● Definiu corretamente os preços de seus trabalhos?

● Tem apoio da família? Acredite em você,  mostre o seu potencial e conquiste o respeito.

● Você se mantém atualizado? Leia, estude e faça cursos

● Você está levando a sério seu negócio? Tem disciplina?

Um alerta! Se você optou pelo artesanato como hobby, talvez não tenha preocupação com custos, lucros, e outros pontos pertinentes de um negócio, no entanto, isso não significa que a sua atividade não tem valor e portanto, deve ser ofertada para amigos e familiares por “preço de banana”. Neste caso é preferível presentear com o seu trabalho, ou deixar claro que está cobrando apenas o preço do material, do que ofertar por uma ninharia a sua habilidade e tempo de desenvolvimento da peça (já falei sobre isso nest post).

Lembre-se, mesmo que você não tenha um negócio, tem um dom que foi dado a você e, na minha opinião, desvalorizar um dom é um sinal de ingratidão.

E você em que ponto está? Encara o artesanato como hobby ou negócio?

Deixe seu comentário e compartilhe a sua experiência.

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Eder Machado empreendedor digital, idealizador do ArtesCON e criador do blog Como Vender Artesanato. Seu blog e cursos têm ajudado vários criativos e artesãos a desenvolverem um negócio rentável através das artes manuais.

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17 comentários

  1. Sou proprietária do Vina Luz Ateliê e muitas vezes passeando pelo site vejo preços que desvalorizam o trabalho do artesão,objetos feitos a mão,bordados, a preço de banana.Produtos em que só o preço da embalagem supera o valor a ser vendido. Não consigo entender a mágica e fico triste pois é como se estivessem pedindo esmolas.Isto acontece pela falta de conhecimento e baixa estima.
    Soraya

  2. Fazer artesanato começou como passatempo. Agora já faz parte da minha renda.Tenho que me especializar em um tipo de artesanato?

  3. Excelente texto, Eder! Artesanato é meu negócio e sempre aconselho outras artesãs a valorizarem seu trabalho e cobrarem melhor por ele.

  4. Olá, já tenho uma outra fonte de renda principal… mas estou me preparando para transformar minha paixão (artesanato) em fonte principal de renda para mim… gostaria de saber mais ou menos quanto tempo preciso esperar até que a arte vire uma renda principal? Vou adorar o retorno de todos.

    Fiquem com Deus
    Michelle

    • Olá Michelle, tudo bem?
      Este tempo varia muito de loja para loja, infelizmente não temos como dar uma estimativa para você. Não é uma ciência exata, depende de inúmeros fatores: tipo de produto, tempo dedicado à nova atividade, mercado, etc.

  5. Ual! Tudo como eu penso. Amo o que faço, mas creio que sei dar preços também. Valorizo o que faço e procuro sempre o crescimento. Sempre fiz o que amo como negócio.

  6. Hj o artesanato é minha única fonte de renda! Tenho uma filha pequena e optei por trabalhar em casa. Estou acompanhando todas as suas dicas pq muito tem me ajudado a divulgar melhor e valorizar meu trabalho. Obrigada por dividir conosco essas ferramentas preciosas para o artesanato!!

  7. Adorei o texto. Já me considero uma profissional graças a todo o suporte do elo7 e procuro melhorar ainda mais. Valeu!

  8. Adorei o artigo! Comecei a fazer artesanato porque via as bijuterias em lojas e as considerava muito caras, principalmente pela simplicidade das peças que comecei a fazer. Sou auto didata, aprendi a confeccionar bijuterias, bordar sozinha. Tenho muita facilidade de aprender e de ensinar… Hoje o artesanato faz parte de minha renda, não a principal, sou professora, mas amo de paixão quando vejo nas ruas as pessoas usando minhas peças, é gratificante! Com o tempo fui aprendendo a criar outras peças com os materiais que utilizo, adicionando outros e crindo artigos de decoração, papelaria, lembrancinhas…

  9. O artesanato pra mim é um hobby mas que pretendo transformar em um negócio. O trabalho e a faculdade limitam muito meu tempo. Futuramente gostaria de montar uma loja/atelier.

  10. Edelzuita Coelho
    27/03/2014

    EU E MINHA FILHA SOMOS PENSIONISTAS E PROCURÁVAMOS ALGO PARA COMPLETAR A NOSSA RENDA TINAMOS MUITO TEMPO OCIOSO E SURGIU A IDEIA DE FAZER UM CURSO DE ARTESANATO FIZEMOS O CURSO E NOS APAIXONAMOS PELO TRABALHO QUE TEMOS PRAZER EM CADA PEÇA QUE FAZEMOS MAIS ESTA DIFÍCIL DE VENDER NOS NÃO DISPOMOS DE CONDIÇÕES PARA SAIR PELAS FERAS OU EVENTOS POIS O LOCAL QUE MORAMOS É MUITO DISTANTE DE TUDO MAIS CONTINUAMOS A LUTAR PARA ALCANCE O NOSSO OBJETIVO QUE E UM NEGOCIO LUCRATIVO E TENHO CERTEZA QUE VAMOS CONSEGUIR COLOCAMOS AS NOSSAS ESPERANÇAS NA LOJA VIRTUAL E ATE AGORA NADA ACONTECEU A NÃO SER ESPECULAÇÃO VAMOS TENTAR OUTRAS COISAS ATE ATINGIR O NOSSO ALVO

    GOSTEI MUITO DESTE TESTO E OBRIGADO POR ME ESCLARECER ALGUMAS DUVIDAS
    DESEJO SUCESSO PARA TODOS

  11. Foi um hobby no passado e algum tempo virou negocio, adoro o que faço, criar, inventar, descobrir novas técnicas, para mim é um grande prazer, inclusive digamos a parte chata, calculos, estoque, faz parte do negocio e deve ser tratado com carinho e amor.Sumara

  12. Quero fazer do artesanato um negocio, mas o tempo com trabalho atual e mais casa ocupa bastante, vou me organizar financeiramente para assumir o trabalho que tanto amo fazer, amei as dicas e continuar, no foco, bjossssss

  13. José Luiz Moreira

    Arte na Tábua
    29/03/2014

    Sempre fui apaixonado por artesanato em madeira, já fiz diversos tipos de trabalhos, até descobrir que ao me aposentar poderia complementar minha renda ou até viver do artesanato, pois acho que meu trabalho tem potencial. O problema é que a peça que defini como produto está causando um desconforto pessoal.
    Durante algum tempo fiz o corte da peça para uma pessoa fazer o acabamento (arte), e agora descobri que tenho “talento” para fazer todo o trabalho inclusive a arte.
    Estudei bastante, desenvolvi outras técnicas e cheguei a um produto diferenciado, mais tem o lado pessoal que me atrapalha.
    Não Elo 7 teria apenas 2 concorrentes e ainda assim com um diferencial para minha peça.
    Sei que a decisão é minha mais quis compartilhar com vocês o meu dilema.

  14. Juliane Miau

    Sustento eu e 4 filhos com artesanato mas quero me especializar para administrar. Adorei o post! É a certeza de que estou no caminho certo! Bjs

  15. Simone mineiro cavalcante

    Eu fazia trabalhos artesanais porqu sempre gostei de trabalhos manuais , agora , eu estou começando ,a fazer artesanato como fonte de renda, dessa forma uno o útil ao agradável , pretendo me capacitar , mas sei que não ê fácil .Estou adorando as dicas

  16. é uma faca de dois, gumes , infelizmente, eu faço Artesanatos de designer de sabonetes seguidora de Peter Paiva, mas ivo em Portugal, por mais elaborado e trabalhoso além do investimento e tempo, as pessoas não valorizam e acabamos(não só eu,mas a maioria) ficamos muito desiludidos, as pessoas acham caro e dizem do mercado ser mais barato ou algu´me milagrosamente faz e vende a preço de “banana”, e se cobrarmos o que realmente vale não vendemos peça alguma :)
    Tudo é demasiado caro desde a materia prima, mas principalmente as embalagens, tempo dedicação , cursos, nada é reconhecido, querer que a gente praticamente dê de graça!!! Desmotiva, entristece, mas eu não desisti!!!