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Pandemia e economia circular: como gerar renda extra nesse momento tão delicado

A história está se fazendo agora em nossas mãos. Em tempos de pandemia, crise econômica mundial e isolamento social, muitas famílias estão tendo que se readequar à essa nova realidade que (ainda) não tem data para acabar. É um aperta daqui, economiza dali… Estamos nos adaptando a novos tempos, com menos consumo e mais consciência sobre os produtos adquiridos, principalmente relacionando o custo x benefício de cada item e o quanto tempo ele poderá nos ser útil.
Que tal aproveitar esse momento para fazer uma renda extra? Imagem
Nesse contexto, a economia circular é uma das saídas para fazer a roda girar em muitos lares. Mas você já ouviu falar nesse termo? O que é a economia circular e como aplicá-la em casa? A gente vai detalhar um pouco mais sobre esse assunto a seguir.

Pandemia e economia circular: como gerar renda extra nesse momento

Muitas famílias aplicam há tempos e outras tantas estão conhecendo de perto a economia circular. O conceito de reduzir, reutilizar, recuperar e reciclar é um velho conhecido nosso e, a aplicação dele nesse momento atual, vem se estendendo à otimização dos recursos que já temos em casa, bem como a geração de renda extra para o lar.
Quer um bom exemplo? Você já deve ter visto por aí sites de compra e venda de desapegos, os famosos brechós virtuais. Há também grupos em redes sociais com o mesmo intuito, compra e venda de bens de segunda mão, tal como móveis, objetos de decor, roupas, eletrodomésticos e etc.
Um dos nichos que mais crescem, principalmente agora, é o consumo de itens reutilizados para bebês e crianças. Nessa conta entram carrinhos, cadeirão, brinquedos e até roupinhas.
Como os itens para compor o enxoval do bebê são em sua maioria utilizados por pouco tempo, a situação permite o repasse de produtos em bom estado, gerando assim renda extra à mamães e papais que estão com orçamento apertado.
Roupinhas de bebê: uma fonte de renda extra
Para nos contar um pouco dessa visão de economia sustentável e geração de renda extra de um outro ponto de vista, conversamos com Alexandre Fischer*, fundador do Ficou Pequeno, site de desapegos infantis.
Alexandre Fischer, fundador do Ficou Pequeno. Foto: Anna Fischer
1. Como surgiu a ideia do Ficou Pequeno? E qual o papel do seu negócio no cenário atual?
A ideia surgiu no final de 2012 quando eu ainda não era pai (meu filho Tom nasceu em 2016). Descobri na casa da minha irmã um armário lotado de peças que não serviam mais nas minhas sobrinhas Clara e Julia. Naquela ocasião elas tinham 2 anos e pude acompanhar de perto como as crianças perdem rápido as roupas, sapatos e brinquedos. Principalmente nos primeiros 2 anos de vida.
Comecei então a projetar o Ficou Pequeno como uma solução para ajudar as famílias a comprar e vender essas peças de excelente qualidade e com pouquíssimo uso. Em maio de 2013 o site foi pro ar com 3 lojinhas e hoje já somos mais 150.000 famílias participando do projeto, seja comprando ou vendendo.
Tem sido uma experiência fantástica ver os produtos viajando de norte a sul do país, geralmente acompanhados de uma cartinha escrita à mão, alguns presentes além do que o que a pessoa comprou, entre outros mimos. Apelidamos de “comércio afetivo”, um carinho que passa de família para família.
Com frequência recebemos depoimentos como esse abaixo:
“Tudo impecável, não recebi uma compra, senti que foi um presente, roupinhas novinhas bem embaladas e cheias de mimos e brindes que AMAMOS!
OBRIGADO! Por cuidar e dividir. Em dias difíceis, encontrar roupas tão bem cuidadas disponíveis com preço super acessível é um luxo!”
Isso nos mostra que estamos no caminho certo, gerando muito mais do que economia e renda extra mas troca de histórias e de afeto entre as pessoas.
Clara e Julia: as sobrinhas que serviram de inspiração para o projeto
2. Do início da pandemia até hoje vocês notaram diferença no volume de inscrição de produtos no site? E de vendas?

Sim. Depois do susto inicial do começo da quarentena, uma nova rotina foi se estabelecendo. Muita gente buscou uma fonte de renda extra, outras pessoas aproveitaram para dar uma geral no quarto das crianças e liberar espaço em casa. Sem falar na chegada do inverno que nos faz descobrir que aquele casaquinho do ano passado já não cabe mais.
É um valor que pode ajudar a pagar as contas da casa, a escola, a festa de aniversário ou engordar um investimento para o futuro dos pequenos.

3. Em outros países é comum a compra e venda de desapegos infantis. Você nota se ainda há algum tipo de preconceito por itens “usados” por aqui?

O Ficou Pequeno completou 7 anos de vida esse ano e temos notado como essa questão do preconceito vem diminuindo com o tempo. Isso é uma ótima notícia.

No caso dos produtos infantis ela é infinitamente menor pois quem tem criança pequena em casa, sabe que os produtos realmente são muito novinhos, cheirosos e bem cuidados. Muitos nem chegaram a ser usados ou às vezes apenas 1 vez, para uma foto ou uma visita na casa da vovó.
De modo geral as pessoas estão percebendo cada vez mais como os objetos de segunda mão ainda tem muito valor e podem ser muito úteis para outras pessoas. Além de gerar renda extra para quem vende e economia para quem compra, ainda dá um respiro para o meio ambiente. Todo mundo ganha.
4. Acha que esse cenário atual vai impactar na forma com que consumimos num futuro próximo? A economia circular será cada vez mais presente nas famílias?

Com certeza. Essa situação inusitada que estamos vivendo está trazendo diversas reflexões e vai deixar aprendizados para um futuro melhor. Em tempos de crise econômica todos ligamos o alerta do desperdício e o conceito de consumo sustentável e economia circular se fortalece mais ainda.
Quando uma família tem uma experiência positiva ao comprar ou vender um item usado, ela compreende como isso é legal e incorpora a ideia à sua realidade. As coisas que você não usa mais passam a ter um outro significado, ganham vida, valor.
Uma informação legal é que quase 50% das vendedoras do Ficou Pequeno também compram produtos no site com frequência. Isso reforça mais ainda o impacto da economia circular. Além da pessoa que vende encontrar um novo destino para aquele produto e recuperar parte do que investiu nele, esse recurso que ela recebeu de volta acaba passando para outra família, multiplicando o impacto positivo.
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5. Você pode nos dar dicas para quem está pensando em gerar essa economia circular? Itens que podem ser desapegados, faixa de preço a ser considerada, como vender e como comprar…
Esse ponto é muito importante.
Pra quem vai vender
Por mais que você vá vender produtos muito bem conservados, de excelente marcas, repletos de valor afetivo, é preciso se lembrar de que não é um produto novo, sendo comprado na loja. Por isso é fundamental oferecer descontos atraentes em relação ao preço do novo. Não é à toa que se chama desapego
As lojinhas que mais se destacam no site costumam usar a seguinte receita mágica:
  • Tente sempre se colocar no lugar do outro e só anuncie o que você compraria. Produtos bem conservados e por um preço atraente.
  • Capriche nas fotos e na descrição dos produtos. Não deixe de informar se tiver qualquer marquinha de uso na peça.
  • Ofereça um atendimento ágil e cordial na troca de mensagens, dúvidas das compradoras e envio dos produtos.
  • Sempre que puder, envie um bilhetinho de agradecimento e um mimo para quem compra em sua lojinha. Um brinquedinho, um sachê para perfumar a gaveta de roupas, uma pecinha básica que combine com o que foi vendido. Lembre-se que sempre colhemos o que plantamos.
Veja mais alguns segredos e curiosidades das lojinhas que se destacam no site nesse link.
Pra quem vai comprar 
Uma dica é pesquisar bastante e usar os filtros (faixa etária, marcas, tempo de uso). Quem já está acostumada a comprar desapegos sabe que um dos segredos é garimpar. Todos os dias são publicados centenas de novos produtos no site, das mais variadas marcas, tamanhos e preços. Se hoje você não encontrou o que procura, pode ser que encontre amanhã ou depois!
Outra dica importante é tentar encontrar as lojinhas que combinam com o estilo dos seus pequenos. Como cada produto é enviado pela família que o anunciou, ao comprar vários itens da mesma lojinha você paga um frete só, economizando no custo da entrega. Você pode seguir suas lojinhas favoritas e ser avisada sempre que ela publicar novidades.
Temos mantido a incrível marca de 97% dos compradores satisfeitos ou extremamente satisfeitos (notas 4 ou 5) e vamos continuar fazendo de tudo para que este número aumente cada vez mais. Se tiver qualquer dúvida ou dificuldade basta escrever pra Girafinha que ela te ajuda bem rapidinho!
Curtiu as dicas para gerar renda extra nesse momento? Tem outras dicas pra compartilhar com a gente? Deixe aqui nos comentários e vamos enriquecer essa troca!
Veja também:
*Alexandre Fischer é pai do Tom, publicitário por formação e empreendedor por vocação. Idealizador e gestor do ficoupequeno.com, gosta de uma boa conversa entre amigos, de ideias criativas e acredita que com pequenas atitudes podemos construir um futuro muito melhor. 
Nutricionista de profissão e crafter de coração. Mãe da Maria Alice. É boa de garfo, coleciona chocolates (na barriga, claro), ama música, podcasts e não resiste a um garimpo de decor (espia no @adecoradeira!). Sempre indecisa, na dúvida acaba levando os dois.

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