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Histórias de sucesso: trabalhos manuais repaginados

Inspire-se com a história de mulheres que largaram suas profissões promissoras para se dedicar aos trabalhos manuais, revelando novo perfil de costureiras e crocheteiras, vem ver!

Histórias de sucesso: trabalhos manuais repaginados

Mariana Saturnino Wendhausen, empreendedora por trás da loja é o ateliê da marca Fruto Tropical (Foto Anderson Coelho)

Mariana Saturnino Wendhausen, empreendedora por trás da loja é o ateliê da marca Fruto Tropical conta que aprendeu a fazer trabalhos manuais na Escola Américo Vespúcio Prates, em Barreiros, mas foi no convívio da família que viu brotar o que seria no futuro a sua profissão. Apesar das da a mãe que fazia blusas de tricô para complementar a renda da família e a avó com sua máquina de costura, foi o avô por parte de pai que mais impactou o destino de Geisa nas suas criações de corte e costura.

Empreendedorismo materno

Para Geisa, a ideia de criar roupas confortáveis e com 100% de algodão surgiu de uma necessidade no dia a dia. A partir do nascimento de seu filho Arthur, há 13 anos, começou a costurar para ele e seu marido peças como pijamas, cuecas e shorts.

Em 2011 decidiu abrir uma pequena loja. Incentivada pelo marido, em 2017, já com a marca Fruto Tropical consolidada no mercado, Geisa decidiu ampliar o seu negócio. Ela explica que o nome da loja remete à brasilidade genuína, aquela repleta de cores alegres, de frutas, folhas e flores do nosso país tropical.

“Sinto-me realizada ao ver que hoje a Fruto Tropical tornou-se um ponto de referência na região, como um lugar onde as mulheres vem comprar roupas confortáveis, bonitas e com muito estilo para elas e sua família”, afirma a empreendedora.

Trabalhos manuais não é coisa de vovózinha

Bárbara Palermo Szücs, arquiteta de formação, aprendeu os primeiros pontos com a mãe, aos 7 anos – a técnica do crochê filé. Mas durante muitos anos, as agulhas e linhas ficaram guardadas em uma caixa junto com o seu material de costura e bordado, sem serem tocadas.

Até que em 2003, houve um apagão de três dias em Florianópolis, e Bárbara voltou a praticar o crochê. Desde então, não parou mais de praticar. De início, foi adaptando instintivamente os pontos que sabia para criar novas tramas e aplicar outros materiais.

Após 10 anos trabalhando com arquitetura, em uma crise profissional ela começou a decorar festas infantis e então passou a inserir suas peças de crochê na decoração. Mas para ela, foi apenas em 2016 que aconteceu o ponto de virada da sua relação com o crochê.

Bárbara Palermo Szücs empreendedora por trás da loja é o ateliê da marca BabiPS|Crocheteando (Foto Anderson Coelho)

Foi quando Bárbara descobriu o fio feito de tiras de malha, reaproveitando resíduos da indústria de malharia, que permitiam que criasse maxi-peças. Daí para a frente, todo um novo mundo se abriu.

“Até então, eu era a amiga diferente que gostava dessas coisas de vovózinha. Mas finalmente comecei a conhecer outras pessoas jovens como eu, para as quais o crochê também não era mais uma atividade da terceira idade”, lembra.

Há pouco mais de um ano, Bárbara decidiu criar sua própria marca, a BabiPS|Crocheteando. A artesã revela que não consegue se prender a apenas uma técnica, ou a um tipo de peça. Ela faz produtos, mas o que mais gosta de fazer são peças em fio conduzido, a técnica que aplica em almofadas, bolsinhas, estojos e mantas.

Empoderamento do artesanato

A boa notícia é que atualmente existe todo um movimento de empoderamento do artesanato e muita discussão para valorizar essa arte e técnica de trabalho manual, a começar pelas próprias artesãs.

Em 2019 a Bárbara, participou pela primeira vez da Feira Mega Artesanal, em São Paulo, evento de uma semana que movimenta todo o mercado do fazer manual, com estandes de insumos, ferramentas e cursos.

“Foi surreal ver todos aqueles que sigo no Instagram desfilando ao vivo na minha frente. Todos os perfis cujas postagens sigo diariamente e os stories ao vivo e em cores, em talks sobre empreendedorismo, ministrando oficinas nos diversos estandes das grandes marcas de fios”.

A tendência é que esse tipo de evento cresça cada vez mais e aumente a força dessa comunidade. Que não apenas troca informações e conhecimento como também oportunidades de negócios.

“Em épocas em que tudo é digital, o ato se ter uma agulha nas mãos e a linha passando por entre os dedos nos traz de volta à realidade, à contagem de pontos, à atenção plena naquela atividade”.

Fonte: NDmais

Engenheira de produção de formação, apaixonada por empreendedorismo, DIYs, artesanato e tudo relacionado a ele. Acredita que só é feliz quem sonha grande e ao mesmo tempo é genuinamente grato por tudo que tem! Escreve aqui no Blog e também no Academia Craft Academiacraft.com.

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