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Desvendando o mundo brincando!

Hoje vamos falar um pouco sobre como está sendo brincar com o Levi nesse momento da vida dele, e da relação que ele constrói com os brinquedos.

No dia a dia é difícil perceber esse desenvolvimento, mas quando paramos para olhar de fora, seja através de fotos ou de vídeos, vemos como ele está crescendo rápido. E tentamos acompanhar isso sempre renovando os brinquedos dele, porque crianças também ficam entediadas e enjoam rápido, querendo logo brincar de outra coisa. O Levi está maior, ficando mais sentadinho, então estamos tentando mudar os brinquedos para que ele desenvolva outras partes.

Não que você precise ficar sempre comprando brinquedos novos, só mudar a forma e a ordem em que eles são apresentados já faz bastante diferença. Por isso, tiramos um momento do dia para ajeitar a sacola de brinquedos do Levi, para não acontecer de esquecermos alguma coisa.

Arrumamos um espaço para ele na sala com o tapetinho, para que ele possa ficar mais à vontade e para facilitar a vida, pois já deixamos muitas coisas lá que diminuem esse movimento de leva e trás, embora o tapetinho nos acompanhe pela casa toda.

Mas voltando aos brinquedos, eu quero trazer aqui que precisamos desmistificar essa palavra. Brinquedos nada mais são do que objetos com os quais a criança brinca e, por isso, para mim eles se dividem em dois tipos: os que precisam da criança e os que não precisam.

Brinquedos que precisam da criança são aqueles que dependem da sua interação, da sua imaginação, para ganharem vida, enquanto os que não precisam são aqueles que piscam luzes, fazem barulhos e que a criança passa mais tempo assistindo do que efetivamente brincando. Tentamos ao máximo não ficar tanto com câmera e celular, porque a luminosidade atrai muito a atenção do Levi.

Isso não quer dizer que o Levi nunca vai ter brinquedos eletrônicos, mas tentamos equilibrar isso, principalmente nessa fase em que é tão importante que ele interaja, morda e babe. Por isso também damos preferência a brinquedos de madeira, pois eles duram muito mais! Normalmente temos a ideia de que brinquedos de plástico são mais resistentes, mas isso se deve à uma inversão de certos valores. Às vezes nós gastamos mais com um brinquedo desses, mas vale a pena, principalmente quando se pensa em ter outros bebês, ou quando se pensa em repassá-los.

Uma vez eu li uma frase da Maria Montessori, que diz que muitas vezes crianças têm mais curiosidade por objetos reais, porque querem desvendar o mundo real, o que leva a quererem fazer coisas como enfiar um chinelo na boca e por isso precisamos tomar cuidado, proporcionando segurança e bem estar, para a criança brincar de forma confortável e divertida. 

Uma coisa em que a gente se estabanou um pouco na questão da idade corrigida e idade biológica foi o tempo do tapetinho, ou tummy time.

Se eu puder dar uma dica para vocês, a partir dos 3 meses já comecem a deixar a criança bastante tempo em um tapetinho, um lugar no chão, mais livre e aberto do que um móbile. Claro que em um ambiente seguro, com bons materiais, como EVA, porque eles se desenvolvem muito no chão, ganhando firmeza e desenvolvendo a coordenação motora.

O pediatra Antônio Pires fala bastante sobre essa questão do brincar livre, de deixar a criança rastejar, rolar, bater, babar, se esfregar e fazer sujeira. A resposta deles a isso é ótima e ajuda a construir coisas como sentar e engatinhar. A ideia no quarto do Levi é que ele tenha, de forma segura, acesso a tudo e possa eventualmente escolher sozinho com o que quer brincar.

Crianças são muito mais simples do que pensamos e precisam de muito menos coisas do que imaginamos. É melhor que eles interajam com um objeto aos poucos do que dar um monte de coisas que os deixem até perdidos.

O Levi foi uma chance que a vida nos deu de relembrarmos o que é ser criança.

Isa Ribeiro
Uma mulher ex-especialista de sistemas, hoje fotógrafa, escritora, life Coach pós graduando em Psicologia Positiva, podcaster e youtuber. Casei com o meu melhor amigo barbudo, gaúcho do interior e produtor musical chamado Fábio, que quase não dá bola pra essa coisa internética e vive de chinelo no pé.

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